Mídias digitais: quanto mais nova a criança, menor deve ser o tempo diante desses aparelhos
Mídias digitais: quanto mais nova a criança, menor deve ser o tempo diante desses aparelhos
Foto: Divulgação
Colégio Joana D’Arc
Ensino Infantil, Fundamental e Médio
Tel.: (11) 2714-4255
www.colegiojoanadarc.com.br
O ápice das férias de verão das crianças de todo o país, que aguardam ansiosas para usar os presentes que ganharam no Natal. Os itens mais frequentes nas listas de desejos modernas são aparelhos eletrônicos, como videogames e computadores, cuja utilização requer moderação. Em excesso, o uso de aparelhos eletrônicos pode comprometer o desenvolvimento da criança e impedir a criação de hábitos importantes.
Dosar a utilização desses equipamentos é um desafio para os pais. Para a educadora Maria Edna Scorcia, diretora do Colégio Joana D’Arc, o primeiro passo para definir os limites é conversar com a criança. “As regras devem ser estabelecidas junto com os filhos. Isso facilita na hora de cobrar o cumprimento do trato”, diz Maria Edna. Quanto mais nova a criança, menor o tempo recomendado em frente aos aparelhos eletrônicos. É importante também que a criança tenha outras atividades para se ocupar durante o dia.
O grande prejuízo causado pelos meios eletrônicos é a inibição da criatividade. “Tanto a televisão quanto o videogame são passivos, oferecem um produto pronto, sobre o qual pouco se pensa, reduzindo a criatividade”, explica a especialista. “Além disso, são propícias para influenciar o sedentarismo e a baixa interação social”.
Uma das alternativas mais interessantes para os meios digitais é a leitura, hábito importante no desenvolvimento intelectual do indivíduo. Maria Edna ressalta o papel dos pais na criação do hábito: “Os pais podem tornar o livro uma presença comum na casa, assim como a televisão”, ensina. “Ler nos ambientes comuns da casa e até junto aos filhos são estímulos importantes”.
Os leitores digitais são ferramentas interessantes, mas a especialista faz uma ressalva: “Não é o formato que determinará o futuro da criança sob o ponto de vista da leitura”.
O papel da escola também é fundamental na construção de novos leitores. “A escola tem a função de ensinar os alunos a ler. Se apresentar a leitura como algo prazeroso, o espaço das tecnologias na vida dos pequenos tende a diminuir”, conta Maria Edna.